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Nesse review mais que especial, colocamos as mãos (ou melhor, os dedos) no telefone mais falado de toda a história. Confira o "unboxing" na primeira parte da versão em vídeo e o review escrito ao lado.

Atualização:

O iPhone trava frequentemente. Às vezes, até mais que os aparelhos com Windows Mobile. Para destravar, a única coisa que pode ser feita é desligar e ligar novamente o aparelho.

O toque na tela também costuma não funcionar de vez em sempre, provavelmente pelo fato da tela não estar limpa. Esse problema deveria ter sido algo esperado e solucionado/ contornado pela Apple.

Quando isso acontece, é necessário colocar uma boa pressão no toque, caso contrário, as pessoas ao redor vão notar que o seu telefone é legal mas não funciona (dica: nesses casos, o que se pode fazer para tornar a situaçao menos embaraçosa, é fingir que está selecionando as opções erradas). Para eliminar de vez o problema, é necessário limpar a tela com freqüência.

Outra coisa que também costuma não funcionar como anunciado é o tal do acelerômetro. É muito comum tirar o telefone do bolso e notar que a orientação do visor está indesejadamente no modo horizontal. Mesmo sacudindo o aparelho para os lados, às vezes o visor demora a voltar para o modo vertical. Isso chega a incomodar quando a interface do tocador de MP3 está ativa com as capas de CD.

















Detalhes técnicos:


Especificações
(versão utilizada):
Processador: ARM 620 MHz
Sistema operacional: OS X
Memória: 8GB
Tela: TFT 3,5” 320 x 480
Conectividade: EDGE, 802.11b/g e Bluetooth 2.0+EDR
Telefone Quad-band (850, 900, 1800, 1900 MHz)
Modo de interação: Touchscreen
Modos de entrada (texto): Teclado virtual
Câmera: 2.0 megapixels
Slots: Nenhum
Conectores: USB/proprietário e saída para fone de ouvido
Autonomia da bateria: Aprox. 2 dias com uso moderado
Medidas e peso: 115 x 61 x 11,6mm (135g)

 

Por Ricardo Menezes - 23/09/2007

Na época do lançamento do iPhone, torci um pouco o nariz para a novidade, afinal, como usuário de PDAs há mais de uma década, telas sensíveis ao toque não me dizem muita coisa. Além disso, o fato do iPhone não vir com conectividade 3G também contribuiu para essa "repulsa" somada a uma certa aversão à modismos.

Fui usuário de Palms (sim, dos antigos Pilots 1000 e Cliés) e recentemente me "converti" para a plataforma da Microsoft, que na minha opinião particular, até então, era a melhor e mais completa.

Como antigo e fiel usuário de PDAs, posso dizer que a forma de utilização do iPhone está anos (muitos) à frente dos concorrentes. Depois que se usa um iPhone, a sensação de utilizar um aparelho com Windows Mobile ou qualquer outro, é a mesma que se tem quando se anda de carroça (em todos os sentidos), desde a velocidade do aparelho em responder aos toques, abrir e fechar de janelas, até à qualidade e o conforto de interação.

Tudo na interface do iPhone é muito bem pensado, como por exemplo, o sutil marcador de rolagem, que mostra em que parte da tela o usuário está. Dispensável? Talvez, porém, genial.

O fato do iPhone não ser compatível com tecnologias de terceira geração (ou superiores) é um ponto negativo, sem dúvida, porém, quem é que passa o dia a consumir bytes dos caríssimos planos 3G? Para enviar e receber emails, o EDGE é mais que suficiente. Já no caso do Google Maps ou páginas de internet, o ideal é utilizar a conexão Wi-Fi, que proporciona uma performance parecida com a do desktop.

Apesar do iPhone, até o momento, ser o telefone mais sofisticado e falado da história, é possível levantar vários pontos negativos do aparelho, como por exemplo, a bateria fixa, que requer assistência especializada para fazer a manutenção depois de algum tempo.

O iPhone também não suporta alguns softwares conhecidos, como o Skype e Flash. Pode ser que uma versão deles acabe surgindo daqui a alguns meses, mas por enquanto, nada de Skype ou páginas com Flash na telinha.

O aparelho parece pedir para ser arranhado ou jogado no chão. A superfície de alumínio, muito lisa, tem pouca ou nenhuma aderência na mão. Para reforçar ainda mais esse "desejo de cair", também não há nenhum tipo de encaixe para alças de mão, comuns em 99% dos celulares e smartphones.

O teclado virtual não é um "Dopod". O sistema de sugestão "inteligente" de palavras mais atrapalha que ajuda, principalmente, quando o idioma não é o português. Ao sugrir palavras, o aparelho mostra um "X", que para qualquer ser- humano desse planeta, significa "cancelar", mas no caso do iPhone, o "X" de cancelar a sugestão significa "aceitar". Comandos de copiar e colar também não existem no browser, nem nos aplicativos de notas ou mensagens.

A memória do aparelho, apesar de abundante, se comparada com outros aparelhos do mesmo tipo, não permite nenhum tipo de armazenagem de arquivos que não sejam aqueles salvos através do iTunes (mp3, vídeos e cia). Isso significa que o usuário não pode baixar nada, nem salvar arquivos via web, e muito menos salvar anexos de emails.

Para quem guarda contatos no SIM card está acostumado a passá-los, em poucos segundos, de um aparelho para outro, será impossível fazê-lo com o iPhone. Nem mesmo com o próprio chip da AT&T isso é possível. Configurações de GPRS e EDGE também não aparecem automaticamente; é nessário fazê-las de forma manual.

O iPhone também não conta com suporte a Dial Up Networking (DUN) que permite, por exemplo, que o telefone seja usado como modem externo (bluetooth) para outros aparelhos terem acesso à internet via rede móvel. Transmissão de dados via Bluetooth também é categoricamente "bloqueada" pela Apple. Headsets estéreo também não funcionam.

Aqueles que compraram o último lançamento da HTC, batizado de "Touch", vão chorar lágrimas de sangue quando tiverem o prazer (ou desprazer) de usar o iPhone. Diferentemente do aparelho da Apple, onde realmente há inteligêcia no software que trata dos sensores na tela, o sistema do Touch nada mais é que um programa de auto-start que interpreta alguns movimentos pré-definidos. Não que o iPhone também não reconheça movimentos pré-definidos, mas a forma como ele faz é inteligente, sem falar da diferença de performance entre os processador de 620MHz do iPhone contra os míseros 201MHz encontrados no processador do Touch.

Os recursos gráficos do Touch também são incomparáveis aos do iPhone. A impressão que se tem é de que a HTC estava desesperada para lançar "algo parecido" antes que a Apple colocasse o pé na porta.

Para finalizar, apesar de tantas limitações e alguns bugs, o iPhone surprende conforme vai sendo utilizado. A cada toque, a cada tarefa, há uma nova surpresa, seja ela fruto da inteligente forma de navegação ou da qualidade gráfica da interface, que incorpora, por exemplo, uma imagem de bateria sendo carregada quando se coloca o aparelho no cradle.

Nesse momento, a pergunta que fica no ar é: Haverá vida para smartphones Palm e Windows Mobile após a chegada do iPhone?

Caso haja, ela será muito mais difícil.


Legal:

Tela grande e bem iluminada

Interface inovadora

Browser (só faltou Flash)

Google Maps

Velocidade de operação


Ruim:

Política de comercialização

Ausência de 3G

Ausência de teclado físico

Não suporta DUN (Dial Up Networking)

Fácil de arranhar/cair



 

 

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