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Nesse review mais que especial, colocamos as mãos (ou melhor, os dedos) no telefone mais falado de toda a história. Confira o "unboxing" na primeira parte da versão em vídeo e o review escrito ao lado. Atualização: Outra coisa que também costuma não funcionar como anunciado é o tal do acelerômetro. É muito comum tirar o telefone do bolso e notar que a orientação do visor está indesejadamente no modo horizontal. Mesmo sacudindo o aparelho para os lados, às vezes o visor demora a voltar para o modo vertical. Isso chega a incomodar quando a interface do tocador de MP3 está ativa com as capas de CD.
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Por Ricardo Menezes - 23/09/2007 Na época do lançamento do iPhone, torci um pouco o nariz para a novidade, afinal, como usuário de PDAs há mais de uma década, telas sensíveis ao toque não me dizem muita coisa. Além disso, o fato do iPhone não vir com conectividade 3G também contribuiu para essa "repulsa" somada a uma certa aversão à modismos. Fui usuário de Palms (sim, dos antigos Pilots 1000 e Cliés) e recentemente me "converti" para a plataforma da Microsoft, que na minha opinião particular, até então, era a melhor e mais completa. Como antigo e fiel usuário de PDAs, posso dizer que a forma de utilização do iPhone está anos (muitos) à frente dos concorrentes. Depois que se usa um iPhone, a sensação de utilizar um aparelho com Windows Mobile ou qualquer outro, é a mesma que se tem quando se anda de carroça (em todos os sentidos), desde a velocidade do aparelho em responder aos toques, abrir e fechar de janelas, até à qualidade e o conforto de interação. Tudo na
interface do iPhone é muito bem pensado, como por exemplo, o
sutil marcador de rolagem, que mostra em que parte da tela o usuário
está. Dispensável? Talvez, porém, genial.
Apesar do iPhone, até o momento, ser o telefone mais sofisticado e falado da história, é possível levantar vários pontos negativos do aparelho, como por exemplo, a bateria fixa, que requer assistência especializada para fazer a manutenção depois de algum tempo. O iPhone
também não suporta alguns softwares conhecidos, como o
Skype e Flash. Pode ser que uma versão deles acabe surgindo daqui
a alguns meses, mas por enquanto, nada de Skype ou páginas com
Flash na telinha. Para quem guarda contatos no SIM card está acostumado a passá-los, em poucos segundos, de um aparelho para outro, será impossível fazê-lo com o iPhone. Nem mesmo com o próprio chip da AT&T isso é possível. Configurações de GPRS e EDGE também não aparecem automaticamente; é nessário fazê-las de forma manual. O iPhone também não conta com suporte a Dial Up Networking (DUN) que permite, por exemplo, que o telefone seja usado como modem externo (bluetooth) para outros aparelhos terem acesso à internet via rede móvel. Transmissão de dados via Bluetooth também é categoricamente "bloqueada" pela Apple. Headsets estéreo também não funcionam. Aqueles
que compraram o último lançamento da HTC, batizado de
"Touch", vão chorar lágrimas de sangue quando
tiverem o prazer (ou desprazer) de usar o iPhone. Diferentemente do
aparelho da Apple, onde realmente há inteligêcia no software
que trata dos sensores na tela, o sistema do Touch nada mais é
que um programa de auto-start que interpreta alguns movimentos pré-definidos.
Não que o iPhone também não reconheça movimentos
pré-definidos, mas a forma como ele faz é inteligente,
sem falar da diferença de performance entre os processador de
620MHz do iPhone contra os míseros 201MHz encontrados no processador
do Touch. Para finalizar, apesar de tantas limitações e alguns bugs, o iPhone surprende conforme vai sendo utilizado. A cada toque, a cada tarefa, há uma nova surpresa, seja ela fruto da inteligente forma de navegação ou da qualidade gráfica da interface, que incorpora, por exemplo, uma imagem de bateria sendo carregada quando se coloca o aparelho no cradle. Nesse momento,
a pergunta que fica no ar é: Haverá
vida para smartphones Palm e Windows Mobile após a chegada do
iPhone?
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