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O
Wi-Fi é a tecnologia de conectividade sem fio mais popular
do momento. Desde que foi aprovado pelo IEEE (Institute of Eletrical
and Eletronics Engineers) em 1996, o padrão de rede sem
fio Wi-Fi (802.11), bem como sua popularidade, tem crescido
de forma supreendente. Recentemente, foi divulgado que conexões
sem fio já são mais populares que os antigos cabos
de rede em ambientes residenciais. O fato pode ser comprovado
quando observamos que praticamente ninguém mais compra
notebooks sem Wi-Fi.
Muitos
se referem (erroneamente) ao Wi-Fi como uma tecnologia móvel,
sendo esta, na verdade, está na categoria de tecnologias
sem fio ou semi-móveis, já que a sua (semi)mobilidade
existe apenas dentro dos limites da rede sem fio local.
O
Wi-Fi tem algumas variações principais:
802.11b,
operante na faixa de frequência não regulamentada
de 2.4GHz e com taxas de transferência de até 11Mbps;
802.11a, que opera em 5.0GHz (também não regulamentada)
e permite taxas de transferências maiores, de aproximadamente
54Mbps;
802.11g,
que também permite taxas de transferência de até
54Mpbs, porém, operante em 2.4GHz.
Em
termos gerais, o Wi-Fi pode ser definido como uma tecnologia
de transmissão de dados via rádio. Veja abaixo
uma tabela com as principais características dessas três
variações mais comuns.
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802.11b
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802.11a
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802.11g
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2.4GHz
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5GHz
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2.4GHz
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11Mbps
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54Mbps
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54Mbps
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100-300m
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30-100m
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100-300m
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"Obsoleta"
com a chegada do 11g
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Aplicações
específicas/estabilidade
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A
mais utikizada hoje
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Uma
das poucas vantagens da versão 11a em relação
às demais é sua estabilidade com relação
à interferências: o espectro de frequência
em 2.4GHz utilizado pelas versões 11b e g sofrem muito
com interferências causadas por alguns tipos de aparelhos
domésticos, como telefones sem fio ou fornos de microondas
por exemplo.
As
principais desvantagens da versão 11a são o alcance reduzido (por
trabalhar numa frequência mais alta, seu sinal tem mais dificuldade para
se propagar em ambientes internos ou com obstáculos) e o custo relativamente
mais alto que as outras versões.
Até o momento, a versão 11g se coloca como a mais
promissora, pois é relativamente barata, assim como a
11b, e consegue taxas de transferência parecidas com as
do 11a (54Mbps). Assim como o 11b, o protocolo 11g também
é sensível à interferências que podem
fugir do controle e do conhecimento de quem está instalando
a rede.
As
vantagens de se ter uma rede sem fios são inúmeras: os custos para
montar uma rede wireless são bem menores que da montagem de uma
rede convencional com cabos ethernet, tendo em vista o custo de toda a infra-estrutura
necessária para cabear determinado local, os custos dos prórpios
cabos, a mão de obra, etc. Muitas empresas já estão mudando
suas antigas redes de cabo para Wi-Fi.
O
mercado de notebooks anda bem aquecido no que diz respeito à
conectividade sem fio . Para tornar um notebook sem Wi-Fi compatível
com ela, é necessário instalar um cartão
PCMCIA ou um adaptador USB. Um cartão desse tipo funciona
como uma placa de rede convencional, porém, sem o conector
ethernet.
Outro
aparelho muito comum no mundo Wi-Fi é o access point
(A.P.). É ele quem transforma o tráfego de rede
em sinal de rádio, permitindo que outros dispositivos,
igualmente equipados com Wi-Fi, possam se conectar a ele.
Um
dos assuntos mais discutidos e polêmicos em torno do Wi-Fi
é a segurança. Como garantir a segurança
de informações que trafegam pelo ar, atravessando
paredes? Diferente das redes convencionais com cabos, o sinal
de rádio de redes Wi-Fi não obedece os limites
físicos do escritório, residência ou empresa,
sendo facilmente captado e/ou interceptado e/ou manipulado por
estranhos próximos do ambiente de rede, em andares diferentes
do prédio ou mesmo, em quarteirões próximos,
dependendo da sorte do wardriver.
Para
garantir um nível maior de segurança, é
necessário se proteger com formas de encriptação,
filtros e chaves de segurança, evitando assim que intrusos
tenham acesso ao seus dados - mesmo que a pessoa esteja dentro
da área de cobertura do sinal. No entanto, chaves do
tipo WEP não são muito seguras, pois podem ser
facilmente "quebradas" por pessoas que tenham algum
conhecimento sobre o assunto. O ideal é usar encriptação
do tipo WPA, que permite uma segurança maior.
Até
alguns anos, a tecnologia Wi-Fi estava presente apenas em ambientes
empresariais. De lá pra cá, as vendas de roteadores
sem fio, notebooks e PDAs com recursos wireless, bem como o
número de hotspots em shoppings,
aeroportos e restaurantes, têm aumentado de forma considerável.
Estima-se que, em alguns anos, que o tamanho da cobertura da
próxima geração de redes sem fio, o WiMAX,
seja parecido com a da telefonia móvel, fato este que,
caso se torne verdade, trará novos
horizontes para o mundo das telecomunicações.
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