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Por
Ricardo Menezes - 01/7/2006---
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Diminuam os bolsos, a carteira sumiu! Será que os celulares de hoje ainda podem ser chamados de "telefones"? A dúvida cresce conforme a infinidade de utilidades desses aparelhos de mão vão surgindo. Primeiro, veio a voz, depois a calculadora seguida da agenda de contatos, joguinho de serpente, máquina fotográfica, walkman, televisão e não parou mais. Hoje, celular com MP3 player e máquina fotográfica não é nenhuma novidade, e sim, o básico. Ninguém gosta de andar por aí carregando três ou quatro objetos no bolso, por mais brancos e "in" que eles possam ser. Para muitos, apenas a carteira e o celular já são motivo de incômodo. É para a felicidade dessas pessoas que os "telefones" celulares estão em constante mutação. A mais recente tem a ver com o tão falado m-Commerce. E quem achava que, por causa dele, operadoras móveis se tornariam instituições financeiras ou que serviriam de canal entre assinantes móveis e a rede bancária, estava enganado. Pelo menos, é o que o rumo das coisas estão mostrando. A prova disso é uma tecnologia muito popular na Ásia, que está direcionando o rumo do mobile commerce em todo o mundo. Quem já ouviu falar em FeliCa? No Brasil, provavelmente, poucos, além de alguns usuários de produtos Sony. O chip FeliCa, desenvolvido pela Sony, é, até o momento, a tecnologia de e-wallet (carteira eletrônica) mais evoluída que existe. Ela dispensa contato físico, não concorre com o Bluetooth ou UWB (antes que alguém pergunte) e está mais para smartcard do que RFID. O chip FeliCa é um super smartcard sem fio. O significado criativo do nome, como não podia de deixar (vindo da Sony) tem a ver com "Felicity" e "Card". Felicidade esta, resultado de uma vida mais prática, sem dezenas de objetos pesando em nossos bolsos.
Alguns perguntam "por que uma nova tecnologia no lugar das (tantas) já existentes?". Alguém se lembra que um ou dois fabricantes de veículos europeus chegaram a cogitar a fabricação de carros com abertura de porta via chave Bluetooth? Com o nível de (in)segurança que o Bluetooth demonstrou ter desde que se tornou popular, parece que idéias como essa, envolvendo segurança, foram rapidamente varridas para baixo do tapete. Combinar tecnologias como o Bluetooth com aplicações envolvendo dinheiro seria, no mínimo, insano. Imagine um "e-trombadinha" tentando "bater" a "e-grana" do seu celular, a dez metros de distância. Esse, com certeza, não é o cenário que esperamos para o "m-futuro". "Ah, isso não é m-Commerce", alguns dirão. Como não? Não são produtos e serviços sendo comprados através do celular? Será que, para ser considerado m-Commerce, é necessário enviar (via rede móvel) uma solicitação de compra para a insituição financeira, que por sua vez, autoriza o débito e envia uma mensagem de volta para o estabelecimento, que por sua vez emite um sinal para a máquina de vending machine liberar uma simples lata de refrigerante, sendo que o simples processo de compra pode ser resolvido ali mesmo, em apenas 10 centímetros? Através da forma "clássica", no mínimo, a latinha sairia alguns reais mais cara, assim como aquele famoso lava-rápido lá na Finlândia... Quem defende o modelo clássico e mais complexo (via rede móvel) deve estar torcendo o nariz para a FeliCa, enquanto os detentores da "malha" de crédito e débito (Visanet, Cirrus, Smarnet), não só estão acompanhando bem de perto o que está acontecendo, como um deles já anunciou que está prestes a lançar "cartões sem contato" no Brasil. O próximo passo (natural) é a introdução desses chip nos celulares. Para isso, basta que emissores de cartão, fabricantes e "oposição" entrem em acordo e saiam todos ganhando. Nesse novo modelo envolvendo o e-Money, o papel das operadoras de celular é incerto, já que quase toda a transmissão das redes de débito e crédito é feita de forma terrestre. Não há dúvidas de que o modelo clássico de m-Commerce continuará existindo, porém, restrito e adequado ao consumo de "bens digitais" ou intangíveis, como ringtones, wallpapers, serviços de telefonia celular, etc. Outra possível forma de participação das operadoras nesse formato, é a recarga de créditos (e-Money) via rede celular/OTA.
As aplicações da tecnologia FeliCa são as mais diversas:
Programas
de milhagem Segurança Multas Essas são apenas algumas aplicações já existentes e que mostram o que a tecnologia FeliCa permite. Atualmente, a FeliCa em forma de cartão está sendo utilizada com muito sucesso em boa parte dos países asiáticos e europeus. O DCMX credit-card phone é mais um sinal da constante mutação dos aparelhos celulares, agora, prestes a "fagocitar" cartões de crédito e toda a sujeira que circula junto com moedas e notas de dinheiro. Para os desenvolvedores que gostam de colocar a mão na massa e entendem bem o significado do expressão "time is money", o SDK do FeliCa já está disponível. Uma página da Sony disponibiliza diversos programas, em sua maioria, utéis apenas para quem mora no Japão (por enquanto). Com esses aplicativos, usuários de computadores com leitores FeliCa podem acessar o saldo digital de seus celulares ou cartões do tipo Edy (bitWallet) ou Suica (JR East), ver o histórico de utilização com as últimas transações feitas, entre outras coisas mais. Com a incorporação da tecnologia FeliCa nos "telefones" celulares, as carteiras (e tudo mais que há dentro delas) viraram fortes candidatas à peças de museu nas próximas décadas. Para finalizar, antes que perguntem se trabalho para a Sony ou quanto estou recebendo para escrever o artigo, digo apenas que sou um feliz usuário. Não deve demorar para que eu fique ainda mais, pois há um boato sobre um suposto aparelho Sony Ericsson com a logomarca do PSP... Ligou os pontos? Leia mais: Página
oficial da FeliCa Página
do DCMX FeliCa
SDK Cartões
EZ-Link (SG)
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